ORIGEM DAS PAIXÕES EM THOMAS HOBBES

  • Rafael Ludwig FURB
Palavras-chave: Paixões. Estado de natureza. Estado civil.

Resumo

O texto analisa o pensamento político de Thomas Hobbes, centrado na obra O Leviatã, abordando a transição do homem do estado de natureza para o estado civil. Hobbes descreve a natureza humana como racional, porém dominada por paixões e desejos incessantes de poder, o que, na ausência de leis, gera uma guerra de todos contra todos. Nesse estado de natureza, marcado pela igualdade de capacidades e liberdade absoluta, predomina a insegurança, o medo da morte violenta e a inexistência de noções de justiça ou propriedade. O autor argumenta que, sendo o homem o "lobo do homem", a vida torna-se miserável e insustentável. Consequentemente, guiados pela razão e pela necessidade de autopreservação, os indivíduos decidem abdicar de sua liberdade ilimitada através de um contrato social. Institui-se, assim, o estado civil (o Leviatã), um poder soberano e coercitivo indispensável para frear os instintos egoístas, garantir a paz e assegurar a convivência social que a natureza humana, isoladamente, não permite.

Publicado
2025-12-19
Seção
Ciências Humanas