PREVALÊNCIA E EVOLUÇÃO DA AUTOLESÃO NÃO SUICIDA, IDEAÇÃO SUICIDA E TENTATIVA DE SUICÍDIO ENTRE UNIVERSITÁRIOS

  • Giovanna Fernandes da Paixão UFMT
  • Gustavo Almeida Maciel Univesidade Federal de Mato Grosso
  • Liliane Santos da Silva
  • Ellen Gabriella Gomes Ferreira Univesidade Federal de Mato Grosso
  • Maria Aparecida Sousa Oliveira Almeida
  • Elias Marcelino da Rocha Univesidade Federal de Mato Grosso
  • Vagner Ferreira do Nascimento Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Alisséia Guimarães Lemes Univesidade Federal de Mato Grosso
Palavras-chave: Saúde Mental, Estudantes Universitários, Saúde do Estudante, Comportamento Autodestrutivo

Resumo

Objetivou-se avaliar a prevalência de automutilação e ideação suicida entre universitários e esses comportamentos após o ingresso acadêmico. Trata-se de um estudo transversal quantitativo realizado entre 2023 e 2024, via Google Forms, com 232 acadêmicos de uma universidade pública no Mato Grosso. A amostra foi predominantemente feminina (71,18%) e jovem (18-23 anos). Durante a vida, a ideação suicida prevaleceu em 64,2%, a automutilação em 36,6% e a tentativa de suicídio em 27,6%. Após o ingresso, os índices foram 47,4%, 23,3% e 23,7%, respectivamente. Observou-se que, enquanto a automutilação e as tentativas mantiveram-se estáveis, os pensamentos suicidas aumentaram 18,6% após o início do curso. Os achados revelam alta vulnerabilidade mental, sugerindo que as exigências acadêmicas catalisam o sofrimento psíquico. Conclui-se ser urgente que as instituições priorizem a saúde mental, implementando políticas de acolhimento e prevenção eficazes.

Publicado
2026-06-27
Seção
Ciências da Saúde