PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE BARRA DO GARÇAS, MATO GROSSO, BRASIL, NO PERÍODO DE 2022 A 2026

  • Juliana Braga Silva Centro Universitário do Vale do Araguaia – UNIVAR
  • Gessyca Gonçalves Costa Centro Universitário do Vale do Araguaia
  • Mauro Afonso da Silva Borges
  • Carolina Carnicel
  • Jefferson Teixeira Oliveira
Palavras-chave: Diagnóstico tardio, Doenças tropicais negligenciadas, Poliquimioterapia, Saúde Pública, Vigilância em saúde

Resumo

O presente estudo objetivou analisar o perfil epidemiológico dos casos de hanseníase notificados no município de Barra do Garças, Mato Grosso, entre 2022 e 2026. Realizou-se um estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, com dados secundários do SINAN/DATASUS. Foram analisados 163 casos, constatando-se decréscimo anual progressivo de registros. Predominaram indivíduos do sexo masculino (54,60%), pardos (52,76%), adultos de 40 a 49 anos (21,47%) e com ensino médio completo (19,63%). Clinicamente, houve expressiva predominância da classificação operacional multibacilar (93,25%), forma clínica dimorfa (67,48%), presença de mais de cinco lesões (31,90%) e esquema terapêutico PQT/MB 12 doses (82,21%). Apresentavam incapacidade física instalada (Graus I e II) no diagnóstico 35,58% dos pacientes. A taxa de cura foi de 52,76%, com 9,20% de abandono e 24,54% de registros não preenchidos. Conclui-se que a hanseníase é um relevante desafio local, marcado por diagnósticos tardios e fragilidades na qualidade dos dados de monitoramento.

Publicado
2026-04-13
Seção
Ciências da Saúde